Para falar conosco: fers@fers.com.br

Idealização

Rua Augusto Bastazini, 612

CEP 17053-020

Bauru - SP

Tel: (14) 3204 1749

 

Caixa de texto: TRÊS DIAS DE REFLEXÃO
	












	
	
	A primeira edição do FERS, em 2009,  reuniu economistas, advogados, biólogos, administradores, psicólogos, profissionais de comunicação, um oceanógrafo, um cineasta, professores, estudantes, empresários e profissionais liberais, em torno dos temas RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL e SUSTENTABILIDADE. Abordar os temas em foco neste fórum significou tratar, em especial, dos problemas decorrentes do consumo desenfreado. Na prática, tais problemas impactam o meio ambiente, a saúde, a economia, a vida urbana, a vida no campo e até mesmo a cultura e a educação.  Se por um lado, os recursos do Planeta são escassos, por outro, fica patente que  a sociedade de consumo não consegue responder satisfatoriamente pelos excessos  causados pela super produção de lixo e resíduos das mais diversas naturezas, nem pelos problemas decorrentes dessa superprodução. Como resultado, as transformações do meio ambiente - cuja manifestação mais evidente são as drásticas mudanças climáticas - constituem um problema sem solução a curto prazo. Some-se a isso as desigualdades sociais de países em desenvolvimento, como o Brasil, sendo que a má distribuição de renda é uma das mazelas mais gritantes e  respostas para a solução desse problema ainda carece de alternativas satisfatórias para sua resolução.
	Como então conciliar o desenvolvimento com os limites do Planeta? Como promover a justa distribuição de riquezas, preservando os recursos naturais? Para a maioria dos profissionais presentes durante três dias de intensa reflexão, parece que este é um momento para mudanças de paradigmas, pois é preciso repensar a produção, o consumo, e os próprios valores que norteiam a sociedade.
	Para o oceanógrafo Paulo Harkot,  a sociedade ainda não faz idéia dos prejuízos que o descarte irregular de objetos pode causar. “O lixo demonstra como nossa civilização é inviável. Por um lado, os recursos naturais, que são escassos, são usados na transformação de produtos que na maioria dos casos são descartados de forma inadequada. Isso causa problemas sérios à natureza e à saúde pública. Nossa sociedade é regida pela economia, que só enxerga que a fabricação de embalagens aquece o setor. Futuramente, a economia também será afetada pelo lado da pesca, do turismo, da saúde pública, entre outros.”
	O oceanógrafo é também coordenador do Projeto Lixo Marinho que surgiu em 2001 após algumas caminhadas no litoral da Bahia, feitas pelo surfista Fabiano Barreto que constatou a grande quantidade de embalagens plásticas, latas, tambores de óleo, entre outros produtos descartados. “Fabiano resolveu recolher este lixo e se surpreendeu com a quantidade”, relata Harkot.
	Após recolher o material encontrado e fazer uma triagem, os voluntários analisaram que os resíduos não faziam parte do cotidiano da população brasileira. Eram despejados por navios de outros países. O primeiro movimento do grupo foi a sensibilização das Embaixadas de diversos países que se utilizam da orla do Brasil. “Embora a Organização Marítima Internacional regule o despejo de lixo no mar, na prática isso não acontece.” Grupos de pesquisas, universidades e ONGs se uniram para implantar o Lixo Marinho. O foco inicial foi mapear instituições e trabalhos para implantar o projeto na costa brasileira.

	Confira abaixo algumas fotos do evento e participe das discussões que tiveram início nesta ocasião em nossa comunidade.

PARCEIROS INSTITUCIONAIS

APOIO

Refresco para os ouvidos, para a alma e para as idéias

dollar


ODEIORODEIO.COM